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sábado, 26 de abril de 2014

O corvo e a raposa

O Corvo e a Raposa

( Christiane Angelotti, adaptação da fábula do Esopo)

Um corvo pousou em uma árvore, com um bom pedaço de queijo no bico. 
Atraída pelo cheiro do queijo, aproximou-se da árvore uma raposa. 
Com muita vontade de comer aquele queijo, e sem condições de subir na árvore, afinal, não tinha asas, a raposa resolveu usar sua inteligência em benefício próprio. 
__ Bom dia amigo Corvo!- disse bem matreira a raposa. 
O corvo olhou-a e fez uma saudação balançando a cabeça. 
__Ouvi falar que o rouxinol tem o canto mais belo de toda a floresta. Mas eu aposto que você, meu amigo, acaso cantasse, o faria melhor que qualquer outro animal. 
Sentindo-se desafiado e querendo provar seu valor, o corvo abriu o bico para cantar. Foi quando o queijo caiu-lhe da boca e foi direto ao chão. 
A raposa apanhou o queijo e agradeceu ao corvo: 
__ Da próxima vez amigo, desconfie das bajulações! 

Moral da história: Desconfie dos bajuladores, esses sempre se aproveitam da situação, para tirar vantagem sobre você. 

A velha e suas criadas

A Velha e suas Criadas

(Esopo)
Uma viúva econômica e zelosa tinha duas empregadas.
As empregadas da viúva trabalhavam, trabalhavam e trabalhavam.
De manhã bem cedo tinham que pular da cama, pois sua velha patroa queria que começassem a trabalhar assim que o galo cantasse. As duas detestavam ter que levantar tão cedo, especialmente no inverno, e achavam que se o galo não acordasse a patroa tão cedo talvez pudessem dormir mais um pouco. Por isso, pegaram o galo e torceram seu pescoço.
Mas não estavam preparadas para as conseqüências do que fizeram. Porque o resultado foi que a patroa, sem o despertador do galo, passou a acordar as criadas ainda mais cedo e punha as duas para trabalhar no meio da noite.

Moral: Muita esperteza nem sempre dá certo.
Contos, fabulas e historinhas: A Velha e suas Criadas
Contos, fabulas e historinhas: A Velha e suas Criadas


Conto da Cinderela 2

Era uma vez um senhor viúvo que tinha uma filha a quem amava muito. Ele decidiu casar-se novamente com uma viúva que tinha duas filhas.
O pobre homem morreu, deixando sua filha desolada. No entanto, a madrasta e suas filhas ficaram felizes com a herança.
As três mulheres invejavam a beleza e a bondade da moça. Então a converteram em sua criada, e a chamavam Cinderela.
Cinderela lavava, limpava, passava e cozinhava. Porém, mais que tudo chorava, porque ninguém mais gostava dela. Um dia, o arauto do rei convidou todas as jovens do reino para um baile no palácio, pois o príncipe herdeiro queria escolher uma esposa.
As filhas da madrasta acreditavam que uma delas seria a escolhida, e passaram a tarde provando vestidos.
A pobre Cinderela também queria ir ao baile, mas as suas irmãs a proibiram.
Foram ao baile zombando de Cinderela que ficou em casa, muito triste.
De repente surgiu vinda do céu, uma luz muito forte, que se transformou numa fada.
_ Cinderela, sou sua fada madrinha, não chores, não quero que vivas triste, se anime pois, esta noite irás ao baile.
E com sua varinha de condão transformou as pobres roupas da jovem num lindo vestido, e os sapatos viraram sapatinhos de cristal.
A fada ainda transformou uma abóbora numa carruagem, dois ratinhos em cavalos, e o cachorro de Cinderela no seu cocheiro.
A jovem ficou encantada com a mágica da fada. 
Contos, fabulas e historinhas: Cinderela 2_ Vá depressa minha menina! - disse a fada. Mas não esqueças que o encanto se romperá à meia noite e tudo voltará a ser como era. 
Cinderela entrou no palácio e todos ficaram encantados com sua beleza. Estava tão bonita que a madrasta e as suas irmãs não a reconheceram.
As mulheres ficaram encantadas com o seu vestido, era o mais belo da festa. 
O príncipe que até então não havia encontrado nenhuma moça que o tivesse agradado, ficou encantado ao vê-la. Quis dançar somente com Cinderela. 
Os dois dançaram a noite toda, deixando as moças da festa com muita inveja  daquela desconhecida. 
Cinderela estava tão feliz que não percebeu o tempo passar. Quando olhou para o grande relógio no salão, viu que faltavam poucos minutos para a meia noite. 
Antes que terminasse o encanto, Cinderela foi embora correndo, desceu as escadas com tanta pressa que perdeu um sapatinho de cristal. 
O príncipe, que estava apaixonado por Cinderela, saiu correndo atrás da jovem mas não conseguiu alcança-la. Encontrou o seu sapatinho de cristal na escada e o guardou. 
No dia seguinte, o príncipe que não sabia nem ao menos o nome de sua amada, mandou que seu pajem a procurasse pelo reino, a moça cujo pé coubesse naquele sapatinho.
O pajem procurou por todo o reino, mas nenhuma moça tinha um pé tão pequeno que coubesse naquele sapatinho. 
Quando chegou na casa de Cinderela, provou o sapatinho nas suas irmãs, mas os pés delas eram grandes demais. 
Como o sapato era pequeno, por mais que as irmãs tentassem, não servia. 
Ele estava indo embora quando viu Cinderela varrendo um cômodo da casa. Após muito insistir ele conseguiu fazê-la provar o sapatinho. 
Quando a madrasta e as irmãs viram Cinderela calçar o sapatinho ficaram surpresas. Ele serviu perfeitamente em seu pequeno pézinho. 
Ele a levou para o castelo ao encontro do príncipe. 
No dia seguinte, Cinderela casou-se com o príncipe e houve festa em todo o reino. 
Agora, Cinderela era amada e os dois foram muito felizes. 
Contos, fabulas e historinhas: Cinderela 2

As fadas

 As Fadas

(Charles Perrault)
Era uma vez uma viúva que tinha duas filhas.
A mais velha se parecia tanto com ela, no humor e de rosto, que quem a via, enxergava a própria mãe. Mãe e filha eram tão desagradáveis e orgulhosas que ninguém as suportava.
A filha mais nova, que era o retrato do pai, pela doçura e pela educação, era, ainda por cima, a mais linda moça que já se viu.
Como queremos bem, naturalmente, a quem se parece conosco, essa mãe era louca pela filha mais velha. E tinha, ao mesmo tempo, uma tremenda antipatia pela mais nova, que comia na cozinha e trabalhava sem parar como se fosse uma criada.
Tinha a pobrezinha, entre outras coisas, de ir, duas vezes por dia, buscar água a meia légua de casa, com uma enorme moringa, que voltava cheia e pesada.
Um dia, nessa fonte, lhe apareceu uma pobre velhinha, pedindo água:
- Pois não, boa senhora - disse a linda moça.
E, enxaguando a moringa, tirou água da mais bela parte da fonte, dando-lhe de beber com as próprias mãos, para auxiliá-la.
A boa velhinha bebeu e disse:
- Você é tão bonita, tão boa, tão educada, que não posso deixar de lhe dar um dom .Na verdade, essa mulher era uma fada, que tinha tomado a forma de uma pobre camponesa para ver até onde ia a educação daquela jovem.
- A cada palavra que falar - continuou a fada -, de sua boca sairão uma flor ou uma pedra preciosa.
Quando a linda moça chegou a casa, a mãe reclamou da demora.
- Peço-lhe perdão, minha mãe - disse a pobrezinha -, por ter demorado tanto.
E, dizendo essas palavras, saíram-lhe da boca duas rosas, duas pérolas e dois enormes diamantes. 
Contos, fabulas e historinhas: As Fadas
- O que é isso? - disse a mãe espantada -, acho que estou vendo pérolas e diamantes saindo da sua boca. De onde é que vem isso, filha? Era a primeira vez que a chamava de filha. 
A pobre menina contou-lhe honestamente tudo o que tinha acontecido, não sem pôr para fora uma infinidade de diamantes. 
- Nossa! - disse a mãe -, tenho de mandar minha filha até a fonte. 
- Filha, venha cá, venha ver o que está saindo da boca de sua irmã quando ela fala; quer ter o mesmo dom? Pois basta ir à fonte, e, quando uma pobre mulher lhe pedir água, atenda-a educadamente. 
- Só me faltava essa! - respondeu a mal-educada- Ter de ir até a fonte! 
- Estou mandando que você vá - retrucou a mãe -, e já. 
Ela foi, mas reclamando. Levou o mais bonito jarro de prata da casa. 
Mal chegou à fonte, viu sair do bosque uma dama magnificamente vestida, que veio lhe pedir água. 
Era a mesma fada que tinha aparecido para a irmã, mas que surgia agora disfarçada de princesa, para ver até onde ia a educação daquela moça. 
- Será que foi para lhe dar de beber que eu vim aqui? - disse a grosseira e orgulhosa. - Se foi, tenho até um jarro de prata para a madame! Tome, beba no jarro, se quiser. 
- Você é muito mal-educada - disse a fada, sem ficar brava. 
- Pois muito bem! Já que é tão pouco cortês, seu dom será o de soltar pela boca, a cada palavra que disser, uma cobra ou um sapo. 
Quando a mãe a viu chegar, logo lhe disse: 
- E então, filha? 
- Então, mãe! - respondeu a mal-educada, soltando pela boca duas cobras e dois sapos. 
- Meu Deus! - gritou a mãe -, o que é isso? A culpa é da sua irmã, ela me paga. E imediatamente ela foi atrás da mais nova para espancá-la. 
A pobrezinha fugiu e foi se esconder na floresta mais próxima. 
O filho do rei, que estava voltando da caça, encontrou-a e, vendo como era linda, perguntou-lhe o que fazia ali tão sozinha e por que estava chorando. 
- Ai de mim, senhor, foi minha mãe que me expulsou de casa. 
O filho do rei, vendo sair de sua boca cinco ou seis pérolas e outros tantos diamantes, pediu-lhe que lhe dissesse de onde vinha aquilo. 
Ela lhe contou toda a sua aventura. O filho do rei apaixonou-se por ela e, considerando que tal dom valia mais do que qualquer dote, levou-a ao palácio do rei, seu pai, onde se casou com ela. 
Quanto à irmã, a mãe ficou tão irada contra ela que a expulsou de casa. 
E a infeliz, depois de muito andar sem encontrar ninguém que a abrigasse, acabou morrendo num canto do bosque. 

Moral da História
Se diamantes e dinheiro têm
Para as pessoas valor, 
Mais valor têm as palavras
E, mais que valor, resplendor. 

Batalha na neve


Pessoal, essa é mais uma história que eu escrevo novamente, essa se chama Batalha na neve, espero que gostem e como digo, contem, pois é assim que se faz também um país. Um país se faz com livros e uma boa organização no mundo todo.  Bjs: Violeta


Os coelhinhos gostam de ir ao jardim de infância,todo dia.Também com neve e gelo,pois movimentam-se e o frio então passa. 

À noite nevou a de manhã tudo está coberto com uma grossa camada de neve. 

Os coelhinhos correm para fora.De tanta alegria alguns fazem cambalhotas na neve.O que o Puque está querendo ? 

Ele faz bolas de neve e as joga nos outros.Logo os outros jogam de volta e já começa a maior batalha de bolas de neve. 

Todos se mexem! 

"Pega "! - " Agarra "! -" Aih "! - " Espera só "! - " Assim "! escuta-se pela mata. 

Bums ! Uma bola de neve acerta a cabeça de Pim." Huuu ! 

Ele começa a chorar. 

"Não seja dengoso,Pim! " Alguém lhe bate amigavelmente nas costas." Em troca você pode me derrubar na neve ! " 

Não é preciso repetir pois todos já estão participando da brincadeira outra vez.

História na poesia

É com grande carinho, que faço novamente, não só esse apelo e essa dica: Contem histórias para todos. Seja ela verdadeira, fictícia, verídica, enfim, há tantas maneiras de se contar histórias... Histórias não são só para idades específicas, é para todos. Tanto que estou colocando esta poesia que no caso, também é história. Eu espero que vocês gostem. Bjs: Violeta

Será Mesmo?

Talvez eu tivesse apenas esperando
Que você se esforçasse
Que você valorizasse
Tudo o que aconteceu

Talvez fosse a profunda mágoa
De seu abandono
De seu descaso
De seu orgulho exacerbado

Que amor é esse?
Que diz ser
Sem realmente ser

Que amor é esse?
Que não luta
Que não tenta se exprimir

Que amor é esse?
Será mesmo uma grande vaidade?
Tão imensa a ponto de não combater
Meu orgulho e também minha vaidade

Será mesmo amor
Esse que se contenta com saudade?
Será mesmo sentimento
Esse que machuca e aprofunda as feridas?

Será mesmo o amor
Esse teu que não te apresenta saídas?


quarta-feira, 16 de abril de 2014

As Fadas


As fadas


Era uma vez uma viúva que tinha duas filhas. A mais velha era tal e qual a mãe, tanto na aparência como no mau feito. Eram ambas tão mal-humoradas e orgulhosas que ninguém podia viver com elas. A mais nova, pelo contrário, era gentil, boa e muito linda. Era tal e qual o pai. Como cada um prefere o seu igual, a mãe gostava muito da mais velha e detestava a mais nova, obrigando-a a tomar as refeições na cozinha e a trabalhar o dia todo.
Entre outras tarefas, a pobre menina tinha que ir duas vezes por dia buscar água a uma fonte que ficava a meia milha de distância. De regresso, vinha carregada com a bilha cheia de água. Certo dia, quando estava na fonte, acercou-se dela uma pobre mulher que lhe implorou um pouco de água.
- Sim, avozinha – respondeu a menina delicadamente. 
Lavou cuidadosamente a bilha, encheu-a no sítio onde a água era mais límpida e ofereceu de beber à velhinha, segurando na bilha para que ela pudesse beber com calma.
Depois de saciar a sede, a boa senhora disse-lhe:
- És tão bela, tão boa e tão gentil que não resisto a conceder-te um dom.
A velhinha era, afinal, uma fada que tinha tomado a forma de uma pobre mulher para ver até que ponto a menina era gentil e bondosa.
- Concedo-te o dom – continuou a fada – de lançares pela boca uma flor ou uma pedra preciosa sempre que proferires uma palavra.

O conto da sereia

Boa noite, gente. Desculpem-me por não ter quase mais escrito para vocês, então, agora, estou postando este conto a vocês, perdoem-me por essa falta com vocês, meu público querido. Espero que vocês entendam e compreendam, meus caros. Logo, logo, postarei mais. Obrigada, beijos e amor e carinho.

O conto da sereia

Quem as águas do mar admirava, ainda que com muita atenção, mal conseguia ter ideia do que se preservava em suas profundezas. É que tão ciumento e protetor, o Oceano guardava pra si, em sua imensidão infinita, as sereias, e então o mundo quase pouco ou nada delas podia saber.
As sereias eram mulheres da cintura pra cima, exímias tamanha perfeição, com traços delicados em seus rostos, cabelos tão belos e sedosos quanto fios de seda, de lábios atraentes, olhos claros como a alma dos homens viajantes e narizes simétricos. Seus seios eram vastos e redondos como os das mulheres renascentistas, cobertos pelas conchas mais brilhantes numa tentativa pretensiosa de fingir o pudor. Seus perfumes instigavam, dentro de cada um que o sentia, toda a essência pura da tão nobre felicidade, e suas vozes, que eram sempre flagradas sussurrando tênues canções, eram também a doçura, a paz, a calmaria. No lugar de pernas e pés, uma longa cauda se mostrava cheiíssima de escamas frágeis e delicadas, e em seus pescoços uns poucos e invisíveis pelos existiam para arrepiar-se nas noites frias. Tão incríveis seres possuíam a capacidade de seduzir todos aqueles que pousassem os olhos sobre seu semblante ou que ouvissem, mesmo por poucos segundos, seu canto. Até o Oceano - grande rei do mundo, pai de milhões de vidas marinhas e guardião das caravanas e das expedições humanas -, até ele se rendia à inevitável perda de controle, de identidade e de vontade própria quando uma sereia desatava a própria voz ou penteava os longos cabelos. E definitivamente delas o mundo se tornava, quando à superfície uma ou duas subiam e sobre o Céu lançavam seu enlevo.
Pois todos a elas obedeciam, mesmo sem saberem. Se a água congelante se tornasse, as nuvens do Céu se dissipavam e o Sol aquecia os corpos das sereias. Se uma baleia fizesse menção de abocanhá-las, em poucos segundos se contorcia tamanha vergonha e morria de tanto desgosto. Se a chuva incomodasse, rapidamente parava de cair, e elas voltavam a se preocupar com outras regalias. E quando tinham fome, tão fácil era se saciarem! Pois os homens sempre adoravam aventurar-se nas águas dos mares em barcos que, por mais altos que fossem, nunca eram o suficiente para afastá-los das sereias. Eram tolos, fracos e as poucas histórias que alertavam sobre a existência das sereias e que podia guardá-los já haviam se tornado mitos há tanto tempo que ninguém se preocupava em lembrar. Pois os graciosos monstros sentiam quando na superfície se encontrava um barco e então nadavam até encontrá-lo. Observavam, discretamente, e lentamente se aproximavam. Quase nada se esforçavam; apenas começavam a cantar, nadavam caprichosamente e os olhavam de soslaio vez ou outra, pois isso era o suficiente. Completamente inebriados, os homens desciam do convés e se aproximavam dentro de barcos menores, alguns simplesmente pulavam na água e nadavam apressadamente, salivando de tão ansiosos. Quando se aproximavam, não temiam, mas mais encantados ficavam, pois a verdade é que nunca no mundo existiu ou vai existir algo tão bonito quanto às sereias, e os homens, escravos da beleza, caiam na armadilha num piscar de olhos. Pacientes, elas cantavam um pouco mais e apenas quando eles tentavam beijá-las nos lábios ou tocar-lhes a face, os abraçavam com força e os levavam para o fundo do mar, onde os pobres humanos sentiam os pulmões se enchendo de água e morriam, lenta e vaidosamente. Lá no fundo do oceano, as sereias desabotoavam suas camisas com os dedos esbeltos e provavam da sua carne, saboreando – ainda muito belamente - todos os corações sangrentos. Logo depois limpavam os beições e esperavam por um pouco mais.
A vida das sereias era vazia, mas não era tediosa. Elas tinham muito para fazer. Gostavam de praticar suas habilidades tocando instrumentos, de nadar por todos os lados livremente, de procurar por conchas para tampar os seios ou enfeitar os cabelos com pérolas. Divertiam-se criando arranjos com os corais, se misturando aos peixes, tomando banhos de sol na superfície, mas seu divertimento era seco, era frio. Nunca no mundo se ouvira a gargalhada de uma sereia, nunca ninguém pôde vê-las chorar.
Mas uma manhã de outono chegou, e o Céu se vestia num lindo tom de azul, e as águas do mar estavam serenas. Havia doze dias que nenhum homem aparecera e as sereias se separaram para procurar por cadáveres no mar. Não estavam famintas, imagine; as sereias só sentiam fome quando sem carne ficavam por meses. Mas não tinham nada melhor para fazer e queriam se entreter. Apenas Sayuri, uma das sereias mais jovens, decidiu não seguir as outras, pois um pouco de harpa almejava praticar, e foi enquanto estava sozinha a tocar que percebeu a aproximação de um pequeno barco. Nadou imediatamente até a superfície e, ao descobrir de água os olhos, viu que dentro do minúsculo barco havia um homem só. Sua pele era escura e os olhos, penetrantes. Seu corpo assumia uma forma magistral, com braços musculosos e tronco alongado. Em sua face, uma expressão cansada. Projetava uma pequena rede para fora, provavelmente a fim de capturar alguns peixes e afogar a necessidade de comer, mas não obtinha muito sucesso. Parecia completamente perdido, tão longe da costa, trajando apenas uma calça comprida feita de pano. Sayuri não ousaria hesitar; aproximaria do rapaz, se debruçaria sobre a casca de madeira, brincaria com suas madeixas ou cantaria por alguns segundos e tão logo aquele homem seria inteiramente seu, seu corpo e sua alma. Mas ela não conseguia, estava petrificada e sentia toda a frieza do seu coração de sereia indo embora, dando lugar a um calor irreconhecível. Parecia que sobre ela ele havia lançado seu encantamento de moço, mas não podia ser. Observou-o por uma hora, até que ele, entorpecido pelo cansaço, deitou-se e adormeceu. Logo Sayuri apoiou-se no pequeno barco e fitou o rosto do rapaz. Sentiu vontade de cantar para ele, não para devorá-lo, mas para deliciar ainda mais o sono no qual ele estava imerso. Assim ficou, até perder a noção do tempo, até o Sol se despedir e se pôr, impiedoso. E quando o rapaz abriu os olhos e a encarou, não sei dizer qual dos dois tomou o maior susto, apenas posso revelar que nenhum deles ousou se mexer. O homem, já tão fraco, pensou ter uma alucinação, pois não era possível que um ser tão bonito existisse num mundo daqueles. Esticou seus dedos, lentamente, com a respiração arfada, até tocar em uma pele úmida e mergulhou no choque, ao que Sayuri descolou os lábios e adocicou o mundo com seu canto. Venha, navegante, deixe-me em teu colo repousar/ Te prometo que esse mundo tão sórdido não vos vai afastar/ Que em tua pele colorida os meus lábios possa pôr/ Venha, meu anjo, em minha boca mergulhar/ Deixe-me, navegante, me inebriar com o teu amor.
E ao ouvir música assim bem cantada, o homem deixou de ser homem, deixou de ter fome, deixou de ter consciência para submeter-se as vontades da sereia que o seduzia. E Sayuri muito sofreu, pois no lugar dos olhos penetrantes, viu um reflexo de si mesma, e no lugar das feições de rapaz viu um rosto mascarado. Soltou-se do barco e mergulhou profundamente, nadou cheia de raiva e pensou que seu corpo estivesse queimando, tamanho calor a preenchia agora que se provara diferente das outras sereias. Não pensou em nada além do homem negro que lá em cima se encontrava; pegou a concha que usava para cobrir os seios e, com a ponta afiada, aranhou cruelmente a própria face, livrando de si mesma a beleza que a tornava exuberante. Viu na água o sangue que se soltava, sentiu o gosto da própria feiura e gritou praquele pedaço de mundo toda a sua liberdade. Tão logo quebrou os espelhos e os pentes e desmanchou as flores que usava para caprichar os penteados, subiu até a superfície pare encontrar o homem e voltou a aproximar-se dele. Fitou-o com intensidade, tirou do rosto os cabelos avermelhados e esperou que ele falasse. Não conseguiu desvendar a expressão do homem, não conseguiu se conter tamanha ansiedade, e disse “Chamo-me Sayuri”. Minutos depois, ele perguntou:“O que é isso no seu rosto?”“São arranhões, que representam a minha liberdade”, ela respondeu. “E tu, o que és?”. “Era uma sereia, agora sou moça, humana feito você”. “Mas tu não és sereia, tampouco és humana… Pareces um monstro!”
E feita tal declaração, Sayuri encheu-se de todo o sentimento, que a dominou com força e audácia quase a fazendo chorar. Uma lágrima muito perto chegou de se formar nos olhos inchados da sereia! Mas antes que tal momento de fraqueza pudesse se fazer existir, ela pulou no barco, agarrou o rapaz com força esmagadora e o levou para as profundezas do mar…
Pois nunca um coração humano tivera gosto tão saboroso.

http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-mib-homens-de-preto-dublado-online.html







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Um filme a  qual todos que gostam, quem quiser, clica nesse link que estou postando acima. Espero que gostem. Já devem ter visto M.I.B. Homens de Preto 3, então para entenderem a história toda, vejam o 1 e o 2. 
Bjs e obrigada.

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