Gente, essa é mais uma história que coloco. Como já disse, contem histórias. Pois é com as histórias que se faz um mundo de cultura e cidadania sábia. Bjs: Violeta
ISQUEIRO
Ele estava na fila fumando, ela pediu fogo. Emprestou o isqueiro e voltou a olhar para a sacada do bar ao lado, onde 3 pessoas estão vestindo a mesma blusa. Hoje, saiu sozinho. Ele faz isso de vez em quando. Geralmente, sai torcendo por uma noite divertida, mas fica esperando o pior.
Ela chamou “Ei, vem cá”. Sozinho na fila da balada, uma mulher bonita chama, ele vai. Ela passa o braço em volta dele e afirma como se não existisse outra possibilidade. “A gente vai entrar junto.” “Ah é?” “É”
Ele se apresenta para o casal que estava com ela. Descobre que o casal não é amigo dela, se conheceram na fila também. Ela é carioca. Na porta da entrada, ela fala para fingirem que são namorados. Dão um selinho na frente do segurança. Ele entra com o nome de um amigo dela: Vladislau Monet. Ela jura que o nome é de verdade.
Ela ensina a misturar vodka com ice. Eles saem para fumar. Ela diz que trabalha em uma grande gravadora. Pede para ele cantar uma música para ela. Ele não sabe nenhuma letra e, as que sabia, desaparecem no branco. A única que fica na sua cabeça é “atirei um pau no gato”. Ele prefere não cantar e diz que não sabe nenhuma. Ela canta para ele. E dança.
Eles entram e se beijam. Ela diz que está apaixonada. Ele também. Eles dançam. Bebem. Ela diz que quer ficar com ele para sempre. Ele quer ficar com ela para sempre. Ela chama para um MOTEL
. Ele, claro, aceita.
Os dois, bêbados, sobem a escada para o quarto. Pouco mais de uma hora de perfeição. Ela deitada na cama, antes mesmo que ele possa deitar ao seu lado, levanta preocupada. Diz que tem que ir. Ele fala para passarem a noite. Ela diz que não pode, tem que ir para casa.
Se despedem e seguem, cada qual, para um lado. Só quando chega em casa, ele percebe que ficou com o isqueiro dela. Só no dia seguinte, ele percebe que ela tinha um isqueiro.
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