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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Contos de amor 3

Um Amor, Um Amigo...

Elisabete Padilha
Quanto tempo será que vai demorar até eu esquecer os seus olhos, tão verdes, seu sorriso quase perfeito, o calor de sua pele… Ou então as vezes que a gente ficava juntos e só eu falava, eu me lembro de tanta coisa que já confessei pra você, as vezes me dá vergonha só de pensar. E quando me aturava quando eu começava a falar dos outro guris? Como que tu conseguia? Quem iria imaginar que eu acabaria me apaixonando por você? Pelo seu jeito, seus gostos, seus defeitos, enfim…. O meu único medo é você, é te perder pra sempre, que é o que sinto quando te vejo, que cada dia te perco mais um pouco, talvez um outro alguém habite teu coração, eu não sei, mas sei o que sinto. Provei isso hoje, quando havia coisas que seriam designadas a me deixar mal, mas o seu silêncio foi que me deixou pior. Acho que sou a pessoa que mais deseja uma máquina do tempo pra voltar naquele dia em que tive a chance nas nossas mãos, mas eu não quis ver, não quis aceitar. Agora talvez seja tarde de mais e eu não consiga mais expor tudo isso, olhando no teu olho, segurando as tuas mãos, mas você sempre, sempre vai ter um lugarzinho aqui dentro, sempre. Pra você, que já foi um amor, já foi um melhor amigo.


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Augusta

Michelly Kinai
De madrugada, em plena augusta, eu o procuro pelos pés. Ás vezes eu quero morrer de falta…me deixar consumir pela ausência que as lembranças dele me trazem. Hoje eu lembro como se fosse ontem, amanhã, vou me lembrar como se fosse hoje. Me mata saber que não há grade no mundo em que eu vá encostar novamente sem lembrar da noite em que eu o conheci. Conversamos por horas, lhe dei uma rosa de nicotina, ele sorriu e a guardou no bolso da sua blusa de moletom azul, que contrastava com as tatuagens nas pernas, extremamente identificáveis, talvez o motivo pelo qual só usasse bermudas, e odiasse calças… Eu nunca deixava bitucas jogadas no chão, era minha contribuição ao mundo e ele parecia achar graça. Com um copo de cerveja, recém conhecidos, tomamos o lugar e dançamos, dançamos até o sol nascer. Me lembro do silêncio das manhãs, enquanto eu olhava pela janela e via pessoas correndo, passeando com seus cachorros e acendia um cigarro debruçada. Lembro do dinossauro na cabeceira da cama, do jeito como me olhava, sempre pensativo…dos pensamentos, pelos quais de fato eu trocaria por moedas. Enfim, um dia, mesmo sabendo que não havia lugar pra mim na sua vida, o reencontrei e sentados no seu lugar secreto, ao som do ar condicionado que cobria o barulho da avenida, rodeados de prédios num banquinho nos olhamos e ele, num devaneio me perguntou "será que essa é a lembrança que eu vou levar pra outra vida?” De madrugada, em plena augusta, eu ainda o procuro pelos pés.


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